Geral

‘Note de Ciàcole’ marcará tombamento de cemitério histórico

Evento ocorre neste sábado, a partir das 19h30min, na comunidade do Travessão Martinho

Uma noite dedicada para falar talian, comer, se divertir e reviver costumes dos nossos antepassados. Assim será mais uma edição da ‘Note de Ciàcole’, que ocorre neste sábado, dia 11, a partir das 19h30min, no salão da comunidade do Travessão Martinho. O evento é organizado anualmente pela Associação de Amigos do Museu e Arquivo Histórico Pedro Rossi. No evento deste ano, o Conselho de Cultura, junto com autoridades municipais, assinarão um termo de tombamento para o campo santo dos Imigrantes, conhecido como o cemitério do Martinho. Este será o primeiro patrimônio municipal tombado de Flores da Cunha. O Casarão dos Veronese foi tombado pelo Estado em 1986. “Será um marco para o evento assinarmos este termo. O objetivo da ‘Note de Ciàcole’ é exatamente este, manter viva a nossa memória cultural. O que fazemos é um resgate da nossa cultura, por que não podemos deixar que ela simplesmente se perca”, enfatiza a presidente da Associação dos Amigos do Museu e do Conselho de Cultura, Lorete Maria Calza Paludo.

Além da cerimônia, terão jogos, shows e mostra cultural. O cardápio do jantar é tortéi, galeto, salsichão, maionese, salada verde, pão, vinho, refrigerante e café com grostoli. Os ingressos custam R$ 40.

 

O cemitério

O campo santo da capela São Martinho a ser tombado neste sábado é o primeiro cemitério da comunidade tendo sido construído no final do século XIX. Localiza-se ao lado da antiga estrada que ligava às famílias Gazzi e Panizzon, a cerca de 50 metros da Estrada Ricardo Panizzon. É o último cemitério de imigrantes italianos do município (talvez o único de toda a região) que ainda preserva expressiva parte das características originais. Cercado por uma taipa de pedras, o local abriga os corpos de cerca de 80 italianos enterrados entre os anos de 1890 e 1940. Além deles, cerca de 40 revolucionários não identificados, mortos durante a Revolução de 1923, jazem no limbo, outro marco da cultura religiosa dos imigrantes evidenciado no espaço. As cruzes de ferro que restaram, cerca de 20, demarcam algumas das covas e nas plaquetas de ferro fixadas em algumas cruzes ainda é possível visualizar mensagens em italiano que identificam os finados e a data do enterro.

 

Cemitério de São Martinho é o último de imigrantes italianos no município.  - Arquivo O Florense
Compartilhe esta notícia:

Outras Notícias:

0 Comentários

Deixe o Seu Comentário