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Não é futebol, mas eles vão para a ‘Copa’

O Freio de Ouro 2018 terá a participação dos florenses Libamar Novello e Attílio Panizzon Santini

Por mais um ano o ginete florense Libamar Novello, proprietário da Cabanha Redomona, na Linha 80, em Flores da Cunha, participará da grande final do Freio de Ouro, neste ano ao lado da égua Umauá do Infinito. O florense se classificou em 1º lugar no dia 20, na Classificatória Aberta de Esteio. Além do lugar privilegiado no pódio, Novello foi eleito o Ginete Destaque na categoria Fêmeas da classificatória disputada com 43 animais.

O boa colocação é resultado de treinos diários com preparo físico e movimentos semelhantes aos avaliados durante o Freio de Ouro. “A Umauá está comigo desde 2015. Em 2016 nos classificamos para a final, mas ela não estava no seu auge. Na última temporada, com problemas em uma das patas, ela também não pode dar o seu melhor. Neste ano teve um período de férias e depois iniciamos treinando os movimentos da prova. É uma rotina diária que garante os resultados”, explica Novello, complementando que a relação do ginete com o cavalo tem peso para o bom desempenho.

Até agosto a rotina de treinos da dupla segue, trabalhando em pontos mais deficientes. “São praticamente três meses onde vamos focar em algumas coisinhas que para mim não estão tão boas. Nos próximos dias a Umauá terá uma folga, para depois retomarmos os trabalhos”, conta o ginete, que no dia 5 de julho vai participar de outra classificatória, esta no Rio de Janeiro e com outro cavalo. A Cabanha Redomona funciona como centro de treinamento para cavalos de competição, seja para o Freio de Ouro, provas de morfologia da Expointer ou certames amadores.

De olho na genética
Considerada a ‘Copa do Mundo’ do cavalo crioulo, o Freio de Ouro ocorrerá durante a Expointer, de 25 de agosto a 2 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A competição consiste em uma avaliação rigorosa e integral do cavalo da raça crioula e conta com 96 finalistas, entre cavalos machos e fêmeas, que são definidos em classificatórias realizadas no Brasil, Uruguai e Argentina.

O Freio de Ouro se divide basicamente em duas etapas: a morfológica, onde é avaliado o padrão racial e o nível de enquadramento do animal aos padrões seletivos da raça; e a funcional, que avalia o desempenho do animal em atividades derivadas das lidas do campo. Tantos detalhes exigem treinamento diário e profissionais que complementam o talento do ginete e do cavalo, como é o caso do médico veterinário Attílio Panizzon Santini, que atua na reprodução desses animais, buscando as melhores características genéticas vindas dos pais. “Essas provas do Freio de Ouro medem a eficiência do cavalo, que é um animal de serviço. Sempre buscamos um cruzamento equilibrando função e morfologia. No caso da Umauá, constatamos que a morfologia tem um peso considerável, com isso procuramos sempre uma genética que tem campeões nas gerações antecedentes. Buscamos fazer um animal bonito e bom”, explica o veterinário. Umauá é filha de um campeão do Freio de Ouro e tem duas irmãs que também foram finalistas da competição. A égua Umauá do Infinito tem como proprietário Adroaldo Alves de Macedo, da Cabanha Rota do Tropeiro, de Caxias do Sul.

Ao lado da égua Umauá do Infinito, classificada para a final do Freio de Ouro, os florenses Libamar Novello, ginete; e Attílio Panizzon Santini, veterinário; trabalham pelo bom resultado em agosto, na Expointer. - Camila Baggio O ginete Libamar Novello na classificatória em Esteio. - Felipe Ulbrich/Divulgação
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